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I.
Manuel Maria Ferreira Carrilho nasceu em Coimbra em 1951, é casado e pai
de quatro filhos. Viveu até aos 18 anos em Viseu, onde fez os seus estudos até
a conclusão do Ensino Secundário. Licenciou-se em Filosofia na Universidade
de Lisboa, em 1975, e fez os estudos de Pós-graduação na Universidade Nova
de Lisboa. Foi nesta Universidade que, em 1985, fez o Doutoramento em
«Filosofia Contemporânea» e, em 1993, fez as  provas de Agregação. É titular
de filosofia contemporânea, tendo a sua investigação e docência incidido nas
áreas da filosofia do conhecimento e das ciências, nas teorias da
argumentação e da retórica e nos problemas de comunicação e de política.
Desde 1994 que é Professor Catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e
Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

II.
Foi, entre 1988 e 1990, coordenador do Projecto de Reforma do ensino da
disciplina de filosofia no Ensino Secundário. Criou e dirigiu as revistas
Filosofia
e Epistemologia
(1979-84) e Crítica (1987-1993), assim como as colecções
«Clássicos de Filosofia» (na Imprensa Nacional-Casa da Moeda), «Opus-
Biblioteca de Filosofia» (nas Publicações Dom Quixote) e «Argumentos» (nas
Edições ASA). Tem estudos publicados em revistas como
Colóquio/Ciências,
Cultura
, Révue  lnternationale de Philosophie, Cultural Dynamics, Raison
Présente
, Futures, Hermes, Ciência e Filosofia, Periodística, entre outras.

III.
Tem colaboração publicada, muitas vezes regular, em diversos «media»: nos
jornais
Público, Jornal de Letras, Le Monde, Expresso, Diário de Notícias, bem
como em diversos canais televisivos. Internacionalmente, integrou diversas
instituições (a Fullbright Comission, a International Society for the Study of
Argumentation, o Collège de Philosophie, o Centre Européen pour l‘Etude de
l’Argumentation, o Conseil National des Programmes do Ministério da
Educação francês, o Institut International de Philosophie, entre outras), bem
como “comités” de várias revistas prestigiadas, como
Argumentation,
Culture/Europe ou Hermes.

Fez conferências e intervenções em inúmeros colóquios e debates, em
Portugal e em diversos outros países: Brasil, França, Espanha, Alemanha,
Áustria, Inglaterra, Grécia, EUA, Bélgica, Canadá, Suíça, etc. Coordenou o
programa europeu «A argumentação, um novo paradigma», em que
participaram diversas Universidades europeias.

Em 1995 foi eleito, na Université Libre de Bruxelles, para a “Chaire Perelman”.
É autor de várias obras publicadas em Portugal e no estrangeiro.

IV.
É membro do Partido Socialista Português desde 1986, tendo exercido
diversas funções políticas, nomeadamente as de ministro da Cultura dos XIII e
XIV Governos Constitucionais, entre Outubro de 1995 e Julho de 2000, tendo
sido o responsável pela criação e pela institucionalização do Ministério da
Cultura, até então inexistente, e pela definição dos seus objectivos nucleares.

Em 2000 assumiu o lugar de deputado eleito à Assembleia da República, onde
integrou as Comissões de Negócios Estrangeiros e de Assuntos Europeus.
Participou em inúmeros debates políticos e culturais e desenvolveu uma
intensa actividade como cronista e comentador de temas políticos em múltiplos
media: jornais, rádios e televisões. Em 2005 foi o
candidato do Partido
Socialista à Presidência da Câmara Municipal de Lisboa. Entre 2002 e 2008 foi
Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS. Pertenceu, com pequenas
intermitências, à Comissão Nacional do PS desde 1986 até 2008, e sua
Comissão Política desde 1996 até 2008.

Em Dezembro de 2008 foi nomeado Embaixador de Portugal junto da Unesco,
em Paris, funções que exerceu até 31 de Dezembro de 2010.

V.  
Concedeu múltiplas entrevistas, tanto sobre o seu trabalho académico e
intelectual como sobre a sua actividade política. Recebeu também várias
medalhas e condecorações, nomeadamente, em 1998, a medalha
Picasso/Miró da Unesco e, em 1999, o European Archaelogical Heritage Prize,
da European Association of Archaeologists. Foi galardoado pelo Rei de
Espanha, em 1996, com a Gran Cruz da Ordem de Mérito Civil, o Presidente
do Brasil, Fernando Henriques Cardoso, agraciou-o em 1997, com a Grã-Cruz
da Ordem do Rio Branco, e em 1999 o Presidente da República Francesa
atribuiu-lhe o grau de «Grand Officier» da Légion d’Honneur.



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